Minha experiência atendendo pacientes que moram no exterior: Austrália - 3
- Psic Eliani Fabian
- 31 de jul. de 2025
- 1 min de leitura
“Morar fora e conviver com um narcisista: a solidão de quem ninguém vê”
Nem sempre conseguimos perceber, no início, os sinais de uma relação abusiva. As nuances emocionais podem ser sutis, especialmente quando estamos longe da nossa rede de apoio. Morar fora do país, longe da família, pode tornar tudo ainda mais confuso — e solitário.

Y.R. conhecia seu companheiro antes de se mudar para a Austrália. Apaixonada, cheia de planos, ela acreditava estar construindo uma vida a dois. Mas, com o tempo, o brilho daquele sonho foi dando lugar a episódios de ansiedade e ataques de pânico. Algo estava errado e ela começou a perceber.
As mentiras, manipulações e traições constantes foram minando sua autoestima. No início, era difícil acreditar. Ele era convincente, cheio de justificativas. Mas a dor emocional falava mais alto. Viver com uma pessoa com traços narcisistas deixa marcas profundas: dúvida sobre si mesma, culpa, confusão e uma sensação constante de não ser suficiente.
O rompimento não aconteceu de forma simples. Foi um processo com recaídas, dúvidas e sofrimento. Nessas horas, a terapia foi essencial para ajudá-la a entender por que ela tolerava esse tipo de relação, como sua história emocional contribui para isso, e como poderia se libertar desse ciclo.
Ressignificar essa vivência foi um passo fundamental. Através da psicoterapia, ela reconstruiu sua autopercepção, aprendeu a reconhecer seus limites e fortaleceu sua capacidade de escolher vínculos mais saudáveis.
Se você mora fora e sente que está em uma relação que te enfraquece emocionalmente, saiba: você não está sozinho(a). A distância pode tornar tudo mais difícil, mas também pode ser o início de uma mudança real.

Psicóloga - CRP-08/04381




Comentários